terça-feira, 3 de junho de 2008

A Solidão



Alguma vez você já se sentiu só? Você já procurou entrar fundo nesse sentimento de solidão para perceber o que acontece?
No vocabulário de língua portuguesa a palavra "solidão" significa: estado de quem se sente ou está só.

A solidão é um estado interno, a princípio um sentimento de que algo ou alguém está faltando. Uma sensação de separatividade e desconexão com algo ainda inconsciente, sendo que numa visão espiritualista é a separação de Deus, Eu Superior, Self, Vida ou o Todo.

Atualmente, existem em algumas cidades muitas pessoas que já moram só e que apresentam um a vida bastante independente. Não podemos dizer que são pessoas solitárias, desde que elas se sintam em paz com essa situação. Entretanto, o que se mostra é que o sentimento de solidão pode estar presente em qualquer lugar ou situação. A pessoa pode sentir solidão durante uma festa com os amigos, no trabalho e até mesmo dentro de casa com a própria família.

Cada ser humano vem sozinho ao mundo, atravessa pela vida como uma pessoa separada e morre finalmente sozinho. As fases de passagem pela vida física e para além dela trazem muitas experiências, onde tudo é passageiro e impermanente. As situações, os encontros e os fatos da vida surgem, permanecem por algum tempo e se vão.
Portanto, procure refletir quando estiver sentido solidão. Com o que você ainda está resistindo no seu momento atual? Existe algo que precisa partir e você ainda não percebeu ou não aceitou essa possibilidade?
A idéia da separação e do estar só é apenas uma ilusão, pois nada se vai totalmente e nada está separado. Ficará sempre a lembrança no qual contém toda a experiência e vivência ocorrida o que é muito rico.

Perceber que você está se sentindo só é muito importante para o seu crescimento. Utilize desse sentimento como uma alavanca para assumir plenamente a sua vida, para agir a partir de si, fortalecer a sua base e seguir em frente, manifestando a sua própria força dentro dos seus objetivos.

Tenha a sua própria companhia, dê atenção, escute, e acolha aquilo que você é e manifesta. Seja o seu melhor amigo. A partir de então, você perceberá que a solidão deixará de existir naturalmente.

Autor: Elaine Lilli Fong

domingo, 1 de junho de 2008

Impermanência


Um dos princípios do ensinamento budista, e pilar de toda a sua filosofia, a IMPERMANÊNCIA é uma das lições mais caras e difíceis de aprendermos, e que deveríamos praticar todos os dias, talvez como no filme de Bertolucci, "O pequeno Buda", onde os monges constroem delicadas mandalas com areia colorida, e logo após a conclusão do belo trabalho, destroem tudo com as mãos, demonstrando na prática que nada é permanente.

No lado Ocidental, vemos Jesus caminhando sem nenhum bem, sem nenhuma posse, ao ponto de lembrar que o filho de Deus não tinha sequer uma pedra onde deitar a cabeça na hora de dormir, em desapego total.

Quase todo o sofrimento humano decorre do apego que mantemos pelas pessoas, objetos ou fatos que marcam a nossa vida.

Sabemos que tudo tem um fim, mas vivemos como se tudo fosse durar pela eternidade, por isso ainda nos espantamos com a morte, nos deprimimos com frustrações, sofremos com as traições, quase morremos com os rompimentos de relacionamento.

Não é fácil aceitar a IMPERMANÊNCIA, nem desapegar-se de coisas tão queridas, mas como disse o mestre Dogen: "Ensinamento que não parece forçar alguma coisa em você, não é verdadeiro ensinamento".Pratique diariamente a IMPERMANÊNCIA, refletindo nas mudanças que já ocorreram com você e concentre-se na felicidade que é simples, mais simples do que imaginamos.

Veja se você não está colocando seus sonhos em prateleiras altas, em tempos e lugares distantes demais. A felicidade costuma estar sempre perto de nós, nos lugares mais simples, ao alcance das mãos.

Por isso, ainda hoje escutamos pessoas arrependidas dizerem: "Eu era feliz e não sabia". Você é feliz por estar aqui e deveria saber disso, sempre!
Eu acredito em você. por: Paulo Roberto Gaefke /Aninha

terça-feira, 20 de maio de 2008

Mensagem de Sananda

Os impulsos existem como forças divinas. Sem a ação mental são como raios e trovões que assustam as pessoas quando elas mesmas se deparam com o resultado de suas ações.


Porém essas forças quando em sintonia com o intelecto podem operar milagres em cada um. Você pode observar os seus pensamentos e constantemente escolher como agir.

Para cada ação surgirá uma reação. Os territórios que estão sendo assolados por fenômenos naturais devastadores, assim o são por conta do inconsciente coletivo que domina o local.

O homem em conjunto gera impulsos em conjunto também. Há um enorme poder no inconsciente coletivo, por isso não menosprezem a força de orações em grupo. Vocês devem assumir responsabilidade sobre seus pensamentos e ações.

Tristeza atrai tristeza, pessoas em desalinho atraem outros em igual sintonia. Esta é a lei da atração. De nada adianta nas horas de oração pensar em algo bom se no restante do tempo você se permitir vibrar em dores, mágoas, medos e sofrimento.

Manter o pensamento elevado constantemente direcionando às coisas produtivas cura qualquer enfermidade. A cura está em você. Qualquer instrumento tem o potencial de fazer boa música dependendo apenas do esforço do artista a se dedicar a pratica de seus estudos.

A inteligência, por exemplo, é um impulso do espírito, porém se ela não for elucidada por atitudes amorosas, estudos espirituais e bons pensamentos pode se tornar um peso para quem a carrega.

Como um velho piano deixado como herança em sua casa. Se você não aprender tocar ele será mais um móvel atrapalhando a sua locomoção, pesando em sua vida.

Faça escolhas corretas. Observe os seus pensamentos e não reclame da vida. Você tem o direito todas as manhãs de criar para você um dia melhor, aprendendo com a vida. Ou pode se manter vibrando negativamente.

Neste caso, serão apenas mais 24 horas de pesar e desgosto. A escolha é sua. Aninha/ Maria Silvia Orlovas

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Maledicência



Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.Qual a razão última dessa mania de maledicência?É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade.Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.São como vaga-lumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros.Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência.Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algo parecido com whisky, gin ou cocaína –que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias fraquezas.


“a boca fala do que está cheio o coração”.

domingo, 4 de maio de 2008

Polaridade

Para mim, verdadeiramente, ninguém é o espelho do meu caminho, até porque me cabe exclusivamente a responsabilidade de encontrar a minha verdade.


Ele, o meu caminho, certamente é construído em minha mente com um pouco da experiência que admito e “compro” de cada ser iluminado: Buda(s), Jesus, El Morya, Metatron, etc.

Alguns pensam que é fundamental representar para a sociedade o que ela exige. E que ainda é preciso escrever com estilo rebuscado que demonstre o nosso conhecimento. É preciso “enfeitar o pavão” com termos líricos para que o assunto seja admirado. Eu acho o contrário. Escreva simples, mas seja profundo. Tão profundo que TODOS possam entender.

Como conheço muito pouco sobre o assunto em pauta resolvi consultar meus Mestres. Tenho consciência que há uma responsabilidade muito grande quando se escreve sobre verdades... Elas precisam, primeiro, serem corretas para nós. E se o são, temos que aplicar em nossa vida o que achamos certo e divulgamos.

Meus Mestres são simples. Vivem de forma simples e são o que ensinam. Dizem e afirmam com freqüência:- Aprenda a “ler a vida”. Ela é um grande livro e também uma grande lição que precisa ser aprendida, compreendida e experimentada.

Não foi diferente quando lhes indaguei sobre a Polaridade. A resposta foi simples. Em síntese, aprendi o que segue e foi desta forma que respondi à indagação que me foi formulada. Gostaria, desta forma, de dividir com vocês o que aprendi:

A polaridade não existe na razão. Ela é fruto exclusivo da emoção. Exemplo: Amor e ódio. Ambos fazem parte da mesma coisa e são partes/complementos um do outro. Mas a finalidade da polaridade é descobrirmos o que precisamos aprender.

É desta forma que evoluímos, que crescemos em nosso centramento.O ser humano, para cumprir bem a sua missão na Terra, tem que estar capacitado a ser muito mais razão do que emoção. Sei que está um pouco confuso, mas é assim mesmo.

Mas veja, perceba e fique atento: Luz/escuridão; Verdadeiro/falso; Amigo/Inimigo; (no fundo é tudo a mesma coisa... o que nos torna um ou outro é a administração da emoção a que cada situação nos leva). Da emoção se tira a razão. Muita emoção, pouca razão.

Querer saber o porquê do oposto é não prestar atenção na vida. Faça uma análise FRIA de cada situação e irá perceber que tudo é Causa e Efeito. Isso sim é o que importa.

Preocupar-se com a polaridade é tornar complicado o que é simples. Isso normalmente acontece com as pessoas que lêem muito, que pouco aplicam e muito pouco prestam atenção em seu dia-a-dia. A vida é simples e simples são suas regras.

Penso, falo, faço = colho. Isso é a vida. O resto é complicação que pouco agrega. Portanto, cuidar dos pensamentos e das emoções é o caminho. Ninguém fala sem que pense, nem que seja no automático. Os pensamentos são fruto das verdades que colocamos em nossa mente. Se a colheita não estiver correta precisamos mudar nossos VALORES.

Além de mudarmos os valores, precisamos saber o que fazer com as nossas emoções. Obviamente que isso é simples na leitura e na explicação, mas nosso dia-a-dia é uma verdadeira batalha entre o SER e o TER. SER significa praticamente zero emoção. TER é pura emoção efêmera.

Na realidade entre vidamorte, prefiro a vida como ela é, sem os Opostos, o Respeito prevalecendo, o amor se criando. Se convivo com muita teoria e pouca prática, desta forma estaciono com zero de evolução.

Finalmente, cuidado com a escolha do seu caminho... Antes de tudo é importante sabermos aonde queremos chegar. O caminho é apenas a forma que vou usar para chegar lá. Saul Brandalise Jr/ Aninha

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A Dose Certa...



Nenhuma comida fica realmente boa

se colocamos sal demais,

açúcar demais, pimenta demais.

É preciso ter a dose certa.


E essa regra vale para a nossa vida inteira.

Tudo o que é demais estraga, ciúme demais,

insegurança demais,

sinceridade demais,

até mesmo amor demais.

É testando, é experimentando,

é errando que aprendemos até onde podemos chegar.


Muitas vezes fazemos com que as pessoas

que estão à nossa volta sejam nossa cobaias,

muitas vezes exageramos, mas também acertamos

e prendemos a não errar mais a mão.

Muitas vezes elas engolem as "gororobas"

que fazemos por amor a nós,e quando

perguntamos se está bom, elas respondem:

"Está uma delícia"ou então:

"Está bom, mas da próximas vez coloque um

pouquinho menos de sal,mas está tudo ótimo".


Enfim, buscando a perfeição, nos tornaremos

verdadeiros "MESTRES CUCA"na arte de viver e ensinar.