quarta-feira, 5 de março de 2008

Julgamento e Comparação

O julgamento e a comparação são alguns dos mais importantes geradores de sofrimento para o ser humano, principalmente quando estas atitudes se voltam contra ele mesmo.

Ao se comparar com o outro sempre haverá algum detalhe em que não conseguiremos nos igualar. Mas isto não significa que ele seja melhor do que nós, apenas que é diferente.

Constatar que não se possui algum talento que outra pessoa apresenta, não deveria ser motivo de preocupação, porém, muitos seres humanos se ressentem e sofrem por não conseguirem ser igual aos demais.

Como resultado surge o autojulgamento e eles passam a cobrar de si algo que muitas vezes não serão capazes de realizar.

A única saída é exatamente o caminho oposto, ou seja, sentir-se especial e único, mesmo que não se possua nenhuma qualidade excepcional.O sentido de imperfeição surge sempre que comparamos o que somos com o que achamos que deveríamos ser.

Se, ao contrário, aprendermos a nos aceitar exatamente como a natureza nos criou e a valorizar o que a vida nos reserva sem desejar sempre algo diferente, descobriremos que nossa existência se tornará muito mais simples e feliz.

“O que você quer dizer, OSHO, quando você diz que a vida é PERFEITA?

Eu quero dizer exatamente isso. A vida é perfeita. Mas eu entendo por que surge essa pergunta. A pergunta surge porque você tem algumas idéias sobre a perfeição, e a vida não se encaixa em suas idéias, daí você achá-la imperfeita.Quando eu digo que a vida é perfeita, eu não quero dizer que ela se encaixa com a minha idéia de perfeição - eu não tenho nenhuma. Quando digo que ela é perfeita, simplesmente quero dizer que não há nenhuma outra coisa para se comparar com ela, não há nenhum ideal. Isso é tudo que há; tem de ser perfeito.
Sua perfeição é sempre comparação, a minha perfeição é apenas uma simples afirmação de um fato; não é uma comparação. Você compara, você diz: “Sim, isso é perfeito, aquilo não é perfeito” - e você tem um critério do que é perfeito.(...) Uma vez que você comece a ver a vida como ela é e não tenha nenhuma idéia de como ela deveria ser, tudo é perfeito.

Mesmo a imperfeição é perfeita. O que eu quero dizer quando digo que a vida é perfeita, é uma coisa simples. E eu quero dizer: não venha com seus ideais; caso contrário você torna a vida imperfeita, porque uma vez que você traga o ideal, então você está criando a imperfeição.

Se você diz que o homem deveria ter dois metros de altura e ele não os tem, há dificuldade. Ou se você tem a idéia que ele deveria ter um metro e meio e ele não tem, então há dificuldade. A vida simplesmente é.

Alguém tem dois metros e alguém tem um metro e meio. Uma árvore cresce em direção às nuvens, uma outra permanece pequena. Mas tudo está perfeitamente bem, tudo é como deve ser, porque não há nenhum “deveria” em minha mente. Eu simplesmente ouço e vejo a vida como ela é. Não tenho nenhuma idéia de como ela deveria ser. É por isso que digo que ela é como deve ser, não existe nenhuma outra vida.

A mensagem é: pare de comparar, pare de julgar; de outra forma, você permanecerá infeliz - e só por causa de seus julgamentos e comparações. Olhe para a vida sem ser um juiz”... stu/ OSHO, The Diamond Sutra. por Elisabeth Cavalcante - Aninha

terça-feira, 4 de março de 2008

Gratidão

Gratidão é um sentimento universalista, que nos conduz à maturidade espiritual. Quem possui um sentimento pleno de gratidão, por todas as coisas, torna-se feliz, otimista e produz energias sutis, de padrão elevado. Portanto, devemos exercitar a gratidão diariamente, percebendo que temos a oportunidade de agradecer a todo o momento, pois a gratidão independe da circunstância. Não é preciso que alguém nos faça um favor ou nos dê um presente. O sentimento de gratidão é muito mais amplo e possui uma energia transformadora.
Que tal acordar e agradecer por mais um dia? Não importa se chove ou faz sol, se você é pobre ou rico. Cada vez que agradecemos por algo, criamos uma energia muito positiva ao nosso redor, pois para cada sentimento, emitimos uma energia sentimental.
Vamos pensar em uma situação corriqueira: você está indo para o trabalho e tem que enfrentar o maior trânsito. Fica irritado e começa a reclamar de tudo: do trânsito, da cidade, do carro, dos outros motoristas etc. Nesse momento, que tipo de energia você está produzindo? Gratidão gera gratidão, revolta gera revolta. Então, pense nas outras coisas que você poderia fazer enquanto está parado no trânsito: ouvir uma música, ler um livro ou relaxar. Pois é exatamente nas situações de adversidade que devemos praticar a gratidão. É muito fácil agradecer por um presente ou por um gesto de amor. Nós chegamos e partimos dessa vida sem nada. Tudo o que recebemos é um reflexo daquilo que estamos doando. A verdadeira espiritualidade consiste em reconhecer que nós já temos tudo o que precisamos para construir um mundo melhor.
Uma situação que parece ruim em um primeiro momento pode ter sido necessária para evitar acontecimentos piores. Existem várias histórias de pessoas que não morreram em acidentes aéreos, por exemplo, porque perderam o vôo naquele dia. Portanto, agradeça sempre e a todo o momento. Mesmo que você não saiba porque está agradecendo, exercite esse sentimento universalista. Quando agradecemos por tudo, estamos atraindo amparadores espirituais.
Exercite a gratidão no dia-a-dia e avalie como você vai se sentir e que situações vai vivenciar. Compartilhe esse sentimento com as pessoas e preste atenção em tudo o que acontece. Faça uma reflexão ao fim do dia. Com certeza, você terá transformado as pessoas e o ambiente ao seu redor. Cada um de nós tem pelo menos um motivo para agradecer: por estarmos aqui e pela oportunidade de evoluir a cada dia. Pois essa é, sem dúvida, a nossa missão aqui na Terra: evoluir.


Fonte:CEC

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Minutos de Sabedoria




"Lembre-se de que não devemos humilhar ninguém.Os erros que os outros cometem hoje, nós podemos cometê-los amanhã.Não se julgue inatingível nem infalível.Todos podem falhar.Trate os outros com tolerância, para que possa reerguê-los, se errarem.A perfeição não é desta terra.Não exija dos outros aquilo que você também ainda não pode dar."



"Não existem pessoas realmente más.Ou são enfermos ou não têm conhecimento da grande lei de que recebemos exatamente aquilo que damos.Quem é enfermo precisa ser curado.Quem pratica o mal precisa ser elucidado.Mas de modo algum podemos agir com ódio e maldade.Procure ensinar aos outros pelo seu próprio exemplo, compreendendo que a maldade é uma situação transitória do homem."



"Você não tem inimigos externos!Inimigos nossos são os pensamentos errôneos que todos nós temos, e que lançamos ao ar, atraindo pensamentos semelhantes no próximo.Na realidade, ninguém pode ser inimigo nosso, pois Deus habita dentro de cada um de nós.Anule as inimizades emitindo pensamentos de tolerância e de amor a todas as criaturas, que são templos de Deus."



"O homem é o que pensa.Se você insistir em pensar no mal, na dor, na doença, você os atrairá para si.Pense na saúde, na alegria, na prosperidade, e sua vida tomará novo rumo.Afirme sempre que é feliz, que as dores passam, que a saúde se consolida cada vez mais, e a felicidade baterá à sua porta.Seja otimista e permaneça o mais possível ligado ao Pai Celestial."



"Não julgue o seu próximo.Não julgue o seu próximo.Quantas vezes as aparências enganam, e o que pensamos ser um erro é o que está certo nos outros. Não julgue para não ser julgado!Se você estivesse na situação "dele", talvez fizesse pior, e não gostaria que o julgassem mal..Não faça aos outros o que não gosta que os outros façam a você..."


Carlos Torres Pastorino- Livro Minutos de Sabedoria

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Sobre o que andam pensando a seu respeito...

Sei que nossas mães e avós não se cansavam de nos alertar sobre o que os vizinhos poderiam dizer de nós caso nos comportássemos de forma contrária ao que era esperado de nós.

Existem pessoas que desistem de um amor ou terminam uma relação por conta do que podem pensar ou dizer sobre elas. Presas à ilusão de que podem controlar os outros, abrem mão do que querem.

Entretanto, a cada dia mais estou segura de que não importa o que façamos, sempre haverá alguém insatisfeito e, portanto, falando ou pensando algo que depõe contra a gente.

O melhor é relaxar e entender que pensar e falar são direitos de todos, inclusive quando o tema é você. E a menos que seja algo realmente extremado, que mereça um processo judicial, por exemplo, não vale a pena sofrer por essa causa!

Por isso, tenho comigo uma assertiva que compartilho com quem deseja ter mais propriedade sobre si e suas escolhas:“O que as pessoas pensam a meu respeito é problema delas e não meu”.

Seríamos realmente muito mais felizes se absorvêssemos, de uma vez por todas, esta verdade. Os meus pensamentos são problema meu. Os seus pensamentos são problema seu.

As pessoas têm o direito de pensar e ponto! Se for sobre você, sobre mim ou sobre o quem quer que seja, é problema delas. Será que alguma vez você já foi pedir permissão a alguém por estar pensando sobre a vida dele? Não, certamente não!

Pare de se julgar poderoso o bastante para controlar os pensamentos das pessoas, ainda que sejam sobre você. Concentre-se em ser o melhor de você; de resto, meu querido, relaxe.

Continuarão pensando sobre sua vida, sobre aquilo que você fez e também sobre o que você não fez... e pior (!), também pensarão muitas vezes a respeito daquilo que imaginam que você tenha feito, sem que isso corresponda à verdade.

Não desperdice sua energia tentando convencer a quem quer que seja de que não merece ser alvo dos pensamentos (e até julgamentos) alheios.

Saiba que quem realmente estiver interessado em você, porque deseja vê-lo feliz terminará, mais cedo ou mais tarde, encontrando uma maneira de averiguar os fatos.

Claro que inteligência também passa pelo bom-senso. O melhor é agir conforme seus valores e sua moral, evitando endossar comentários medíocres e que não correspondam com quem você realmente é.

Desista de tentar agradar a todos ou garantir que não falem de você. Faça o que estiver de acordo com sua consciência, porque todo o resto será lucro, será ganho.

Lembre-se: quanto mais flexível você for, mais autonomia terá sobre sua vida e você só tem a ganhar! Rosana Braga/Aninha

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

"Um dedinho de prosa"

Por que você espera tanto dos outros? Por que dá tanta importância para o que eles dizem? Não ligue. As pessoas fecham a cara hoje e, amanhã abrem.


Toda vez que você recebe uma ofensa, o ofensor se sente vitorioso. Toda vez que você rejeita uma ofensa a energia volta para a pessoa que a ofendeu. Ela sofre o impacto da própria energia, se arrepende do que fez e então muda.
A unica maneira de se defender nesse mundo é NÃO aceitar nenhum desaforo.

A pessoa fez desaforo? Não estou nem ligando. Me fez mal? Pode fazer. Me quis mal? Pode querer. Assim, a gente vai deixando todo o mal lá fora, não aceita nada e não entra nada. O que acontece?
A energia volta pra pessoa. E, daí a pouco, ela vai se sentir culpada.
Então, se arrepende do que fez e vai procurar um jeito de pedir desculpas. Mas se a pessoa é rude e indelicada e agente se magoa com aquilo, guarda aquela energia, ela se sente vitoriosa.
Na verdade, ela não está querendo ofender, mas exercer seu poder de se sentir superior. Olha pra você como inferior a ela, porque você se põe de inferior.

E porque você se sente inferior??
Porque você é uma lata de lixo que pega toda porcaria que os outros mandam. Leva a sério tudo o que é desaforo, tudo quanto é besteira. Mas se você não pega, dá de ombros e diz:
- É a pessoa que está criando essa energia ruim de antipatia e não vou pegar. Vai ter que engolir o que ela mesma está criando.

Aí minha filha, tudo muda. Estou ensinando como se defender da briga de energia, do jogo do poder. Se você quer ganhar, tem que ser mais forte que o outro. Senão você só tem a perder...
Calunga/Aninha

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O sentimento da vingança

Muitos de nós já estivemos diante do inevitável pensamento de se vingar. Isso acontece com todos, invariavelmente. Mas o que há de verdadeiro por trás desse sentimento? Primeiro, precisamos entender o significado de se sentir enganado ou traído.

Os que mais têm esse impulso são os que se doam ou se jogam num relacionamento seja amoroso, profissional ou de amizade, sem se preocuparem com limites. É como num jogo. Vou sufocar a pessoa de atenção, amor, confiança e se houver falha do outro, me ressentirei, me tornarei vítima e, em alguns casos, me vingarei. Todo excessivo doador de si, no fundo quer ter o controle sobre o outro.

O outro, por sua vez, ou não consegue sair do “atencioso subjugo” ou parte para a agressão como forma de se libertar (muito comum entre pais e filhos, casais).Mas, o que leva uma pessoa a viver esse papel de “excessivamente preocupado” com as necessidades dos outros?

Muitas vezes é por ter tido uma infância em que a cultura vigente era ser “bonzinho” ou “solidário” com as pessoas, pois poderia não ser aceito ou amado, caso não fosse. Isso ainda é uma prática comum na educação dos filhos para mantê-los sob controle.

Com esse código do amor aprendido desde a infância, não é de se estranhar a quantidade de relacionamentos que caem por terra. Os pais ensinam aos seus filhos uma equivocada forma de viver o amor.

Quando não é através da subserviência, o que traz uma baixa auto-estima constante, é através de jogos de sedução e manipulação aprendidos com a convivência familiar. Existem também aqueles pais que superprotegem tanto os filhos que esses acabam se tornando adolescentes e adultos frágeis, vulneráveis e inseguros diante das escolhas naturais da vida.

E quanto mais amorosamente controladores forem esses pais, mais difícil ficará sair da cilada. Muitos pacientes me relatam a dificuldade de dizerem aos pais o quanto aquela superproteção lhes causou dano, pois sentem-se culpados em reclamar, afinal foram criados por pessoas maravilhosas…

Normalmente, salvo algumas exceções, os adolescentes reagem com rebeldia para sairem desse jogo manipulador. Começam a se comportar de forma diametralmente oposta ao que seria aprovado pela família, como uma maneira de afirmar sua independência como seres individualmente livres. Seria um jeito de expulsar as imagens internalizadas de pai e mãe, tomando posse, em definitivo, de sua vida.

A rebeldia, guardadas as devidas proporções, pois cada caso é um caso, não deixa de ser um “grito de saúde e independência”. Aqueles que não conseguem sair dessa malha, possivelmente seguirão esse manual do opressor e do oprimido e, quando não obtiverem o resultado aprendido, partirão para uma atitude vingativa, como se decepcionados ou traídos pelo que aprenderam.

A vingança nada mais é do que punir aquele que não se submeteu ao jogo de manipulação, seja esse jogo de uma forma carinhosa ou autoritária. Precisamos compreender que as pessoas desempenham os papéis que precisamos que elas desempenhem por nossa “contratação” e que se nos causam decepção ou nos fazem sentir-se desamparados ou traídos é para nos mostrar o quanto estamos distantes de nós mesmos, dependendo a todo instante de sermos aprovados ou acolhidos pelo outro a fim de nos sentirmos amados.

Para acabar com esse sofrimento é necessário amar-se primeiro para não fazê-lo através de quem quer que seja, aí sim, estaremos prontos para interagir amorosamente com quem quisermos, sem jogos, sem ressentimentos e sem vingança.
Vera Ghimmel/Aninha